quarta-feira, 14 de maio de 2014

Attack on Titan (Shingeki no Kyojin)



Spoiler alert!

A animação Attack on Titan (Shingeki no Kyojin, 2013), baseada no mangá homônimo de Hajime Isayama é do caralho e de 4º Império. Não poupa nada e ninguém. A mãe do protagonista é dilacerada e devorada por um Titã logo no primeiro episódio. Só resta ao rapaz, Eren, seguir em frente e lutar contra esta ameaça.

O mote do anime pode parecer simples: parte da humanidade foi dizimada por Titãs (o que são?). A que restou vive por trás de grandes muralhas que não resistem por muito tempo aos seus ataques. Conforme a animação avança, fica claro que a coisa não é tão simples: humanos x titãs. Esta fronteira/bipolaridade não existe, já que humanos, como Eren, podem se tranformar em Titã. Transita entre os dois polos.

O que mantém, de fato, a humanidade subjugada? O mangá e animação ainda estão em curso no Japão (e só vi, por enquanto, o anime), mas creio que tem dedo de homem nesta história. Nada como usar o medo pra controlar a população. O medo não é só externo, é interno também. Aquilo que Freud chamou de superego. Não basta ter polícia/Titã; o medo precisa ser instalado internamente (mente).

Eren enfrenta esta estrutura. Antes de sua mãe morrer já tinha como objetivo entrar nas chamadas ‘Tropas de Exploração’ e matar Titãs sem saber que podia se transformar em um. É o ‘programa’ que diz NÃO a essa estrutura de intimidação. Aqui vale uma comparação com conceitos da psicanálise. Os que se alistam têm três destinos possíveis: Tropas de Exploração, a galera que adentra ao território dos Titãs para estudá-los ou capturá-los; tropas estacionárias (adorei o nome), que cuidam das muralhas (do ‘programa’ estabelecido) e tropa real (polícia militar que cuida do rei e da segurança nas cidades). Eis, então:

Tropas de exploração: morfose progressiva (metanoia)

Tropas estacionárias: morfose estacionária (neurose)

Tropa real: morfose regressiva (psicose)

A belíssima música (melodicamente, sobretudo) Vögel im Kafig, composta por Hiroyuki Sawano, dá o tom do anime. Homens, como pássaros, presos numa gaiola. Alguns se revoltam; a maioria, não. A pauleia está cagando e andando pra isso. Só quer levar a vida sem muito esforço.



O anime é de 4º Império, porque as fronteiras foram pro espaço. O autor dá várias rasteiras. É quebra de simetria atrás de quebra de simetria. Não há centro de gravidade. Os personagens quase enlouquecem com tanta imprevisibilidade. A moral não consegue sustentar mais nada. Em certos momentos, nem sabem mais pelo quê estão lutando…

Interessante observar que, em muitas animações japonesas e americanas, os personagens principais são órfãos. Sem família, não há outro caminho pro sujeito: ele tem que voar! Seguir adiante!

http://anitube.xpg.uol.com.br/video/56546/

E, no Brasil, ‘Em Família’…

* Texto publicado originalmente em cezarcarazza.wordpress.com

sexta-feira, 19 de abril de 2013

MANHUNT



Vejam a diferença:

Semanas atrás, aquele ditador tosco norte-coreano ameaçou os EUA, o Japão e a Coréia do Sul. É típico do neurótico ameaçar executar uma ação, mas, no fim das contas, não faz nada, só fala. O famoso blá, blá, blá...

Ao contrário de Bin Laden, um mestre!

Em Boston, vimos gente séria. Ninguém ali mandou avisos de que iria detonar a Maratona; eles fizeram, executaram e assunto encerrado.

Como a sociedade americana opera no recalque, eh mais do que natural que haja o retorno do recalcado... Não adianta reclamar. Falta análise... Insistem em ignorar o inconsciente e a pulsão (de morte)...


Esta matéria me chamou atenção:


Raiz do 5º Império...

Uma Associação de Pedófilos em plena atividade na Holanda que atua à luz da lei do país! A pedofilia sempre existiu e não é problema a não ser quando há abuso de um bebê, por exemplo, ou quando uma criança trepa obrigada (a violência)... O resto é conversa fiada! É só ler os livros de Marquês de Sade pra ver como se faz...  Ou visitar Hard Candy na Deep Web. Pra quem gosta...

Bravo!

domingo, 24 de março de 2013

Máquina de Revirar

Semana passada, o Jornal da Globo trouxe uma série de matérias especiais sobre o cérebro. Cérebro - máquina de aprender. Achei tudo muito infantil a começar pelo título. O que especifica o cérebro dos humanos não é sua capacidade de aprender, porque qualquer bicho aprende; a diferença é que o nosso porta o Revirão, 'máquina' capaz de revirar qualquer tipo de afirmação. A espécie humana diz NÃO a qualquer tipo de imposição, sobretudo de ordem natural; abrindo caminho pra artificialidade... Seres proteicos e artificiais. Onde está sua artificialidade??

No jogo das oposições, dos alelos, a espécie pode passar de um lado para outro. Homem, mulher; flamengo, vasco; americano, chines; dia, noite... O recalque/ neurose e o custo são o que geralmente atrapalham esta passagem. NO XXI, não há mais compromissos com identidades, nacionalidades, patria, sexo e coisas do tipo. Qual é o teu sexo?? Maior parte das pessoas nao tem a mínima ideia...

Esta série de matérias mais parece uma propaganda da neurociencia, que ainda não tem tanta competencia como querem que ela tenha. Esta nasceu junto com a psicanálise, são contemporâneas, mas Freud foi mais esperto e percebeu que observar o discurso dos seus analisandos encontraria os resultados mais rapidamente. E, de fato, muita coisa que a neurociencia diz, já foi dito por Freud. Claro que este se esbarrou em alguns sintomas (de ordem judaica) que atrapalharam sua obra como o tal édipo, etc... Uma bobagem que muito psicanalista tonto cai nesta conversinha e não sai disso. Mas nos presenteou com o conceito de pulsão (de morte) (o FUNDAMENTAL da psicanalise) já que todo desejo tende a se extinguir. Simples, mas que traz todos os problemas e soluções do mundo...


A série do JG entrevistou Miguel Nicolelis, neurocientista sério, mas trouxe pouca coisa dele. O mais importante ele não falou.  É um cara que recomendo, porque tem muita lucidez e fala coisas interessantes, só comprova aquilo que a psicanálise vem comentando há anos. O livro Muito Além de Nosso Eu é uma ótima pedida...

http://g1.globo.com/jornal-da-globo/noticia/2013/03/cerebro-molda-suas-funcoes-e-capacidade-pelo-constante-uso.html

A neurociencia deve respostas à psicanalise. E esta usa da neurociencia (aquilo que for prestavel) pra seguir seu caminho, prática de vanguarda.

quinta-feira, 7 de março de 2013

Os donos do jogo



 Que não são os torcedores de escolas de samba, nem de qualquer outra coisa...

Na verdade, o torcedor é um alienado, o velho neurótico, que, para gozar, precisa de um intermediário.

No caso da escola de samba, os intermediários/ mediadores são aqueles que compõem a diretoria, as pessoas responsáveis por fazer a escola funcionar. O torcedor no máximo ‘reza’ para que sua diretoria faça o trabalho a contento. Se não gosta, apenas, reclama, xinga, mas não passa disso.

Há torcedor que quer influir, não quer ser um alienado, está correto; mas ele tem que entender que precisa ter PODER para influir. Tenha poder, primeiro, e depois vá à luta! Ah, e ter poder, no século XXI, é ter dinheiro!

Mas por que o dono é o dono?

O neurótico sempre reclama do dono, que o dono explora, mas eh exatamente isso que o explorado quer... Ele dá poder ao dono para não ter que negociar frente a frente com a vida, com o Haver.

O mestre, o dono, enfrenta a morte que o outro não tem coragem de enfrentar e, por isso, ele é o dono. Isso se aplica bem no universo do mundo do samba.

Os torcedores fazem alguma revolução em suas escolas? Negativo, no máximo, eles instalam a revolução.

Como se diz...

Alguma revolução foi inventada pelo alienado? A demagogia dos revolucionários é dizer que o povo é quem faz revolução, quando, na verdade, o povo instala a revolução que eles fazem. Isto, quando é para instalar (basta lembrar como foi a Revolução Francesa e seu terror). Espártaco, por exemplo, era um senhor entre os escravos. Alienado não toma iniciativa de nada, o máximo que faz é arranjar um mediador que vai fazer por ele – aí, talvez, ele deixe de se alienar aqui para se alienar ali. Não há revolução de escravos. Zumbi, outro exemplo, não era escravo, e sim oprimido. A distinção entre o processo de produção e o de instalação mostra a clareza de que não há revolução de oprimidos: eles não são oprimidos, são alienados. Se considerarmos diversos indivíduos debaixo da mesma opressão, qual vai se rebelar?

Logo, as mudanças na Mocidade Independente p/ 2014 são fruto da reclamação de sua imensa torcida?

Quem é que está efetivamente provocando mudanças na escola?

A Mocidade precisa reaprender a transar, a jogar...

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Ecos da Folia...







1 - A Vila Isabel especializou-se em ganhar título, exaltando figuras que estão à margem: negros, latinos e, agora, homens do campo. Aí está um 'programa estrutural' da escola.

2 - O Salgueiro ganhou o estandarte de ouro de melhor enredo. O enredo Fama foi o único crítico da avenida. O resto serviu para enaltecer a imagem de seus patrocinadores; neurose.Renato, com seus telões de led, fez questão de mostrar quem são as verdadeiras celebridades do samba. Embora, as figuras grotescas do Carnaval são necessárias...

3 - Ainda sobre os leds.... Febre neste ano. Isso comprova como o meio do carnaval é paranóico. Em vez de cada um fazer seu trabalho, nao, fica todo mundo preocupado com o rabo do outro. Se uma escola coloca som em sua alegoria, a outra faz o mesmo para não ficar pra trás... Falta metanoia nesta budega...

4 - Foi curioso ver o presidente da Beija-Flor Nelson Abraao David, com uma loiruda a tira colo, acompanhar o desfile campeao da Vila como se fosse o presidente da escola.... Lá estava tb Moisés, o pai do presidente sustentável!

5 - Aliás, com este discurso de sustentabilidade do Wilsinho, a Vila, daqui a pouco, está no índice de sustentabilidade do Dow Jones. Saravah!

6 - Beija-Flor nem um pouco sustentavel... A culpa ainda não chegou pelas bandas de Nilópolis. Ainda bem! Salve Anísio e Laíla!

7 - A Grande Rio estava muito brega e a última alegoria, com aquele preto todo, foi apelativa. Tipo: vamos ficar sem os royalties, é? Olha só o que vai acontecer!!!

8 - A Grande Rio já foi escola de grandes enredos na década de 90, eis um deles: Madeira Mamoré



9 - Com a queda das referências, ideologias; o mercado dita a regra, daí esta avalanche de enredos patrocinados de péssimo gosto... Isso se chama Principio do Prazer.

10 - Depois do assassinato de Marcone, a Imperatriz fez o desfile mais correto dela em anos... A força do Império do Pai.

11 - A Vila ganhou por conta do samba e do deslize de Tijuca e Beija-Flor...

12- Paulo Vianna sumiu, nem esbravejou... Noticias???

Por hoje é só!